Ex-vereador é condenado há 17 anos de prisão pela morte de um vereador do PT
Publicada sexta-feira, 28 agosto, 2009, 19:37 horas
Depois de quase 15 horas de Júri Popular o ex-vereador O ex-vereador do PMDB de Teixeirópolis, Mário Alves da Cunha, vulgo Mário Catete foi condenado há 17 anos em regime fechado pelo assassinato do então vereador pelo PT do mesmo município José Pereira Matos, ocorrido na manhã do dia seis de fevereiro do ano passado na Linha-15 da Gleba-12 daquele município, crime de grande repercussão na região de Ouro Preto.
O Júri Popular formado por quatro mulheres e três homens teve o seu inicio às 8h da manhã de ontem (quinta-feira 27), e foi cercado de grande expectativa pelo desfecho final, um forte esquema de segurança foi montado pela Polícia Militar de Ouro Preto do Oeste que teve o apoio do Grupo de Operações Especiais GOE do 2º BPM de Ji-Paraná.
Mário Catete durante o Júri Popular no Fórum de Ouro Preto do Oeste quando foi condenado há 17 anos de prisão
O réu contratou uma banca de advogados para a sua defesa composta por: Francisco Sávio, Cirlene Muniz e Jacinto Dias enquanto os Promotores de Justiça Aluildo de Oliveira Leite e Júlio César Tarrafa de Souza atuaram pelo Ministério Público do Estado – MPE tendo como presidente do Júri o juiz de Direito Titular da Vara Criminal da Comarca de Justiça de Ouro Preto do Oeste Dr. Haruo Misuzaki.
Durante todo o julgamento calorosas discussões no âmbito do direito foram registradas tendo os promotores de Justiça sustentado a tese de que o réu Mário Catete agiu de forma maldosa e teve sim participação no assassinato do então vereador petista José Pereira de Matos pessoa bem aceita na comunidade que morreu sem ter direito a defesa.
Os advogados do réu sustentaram a tese que o mesmo era inocente da acusação imputada, mas ao final o corpo de jurados decidiu que o ex-vereador Mário Catete teve participação direta no assassinato e por isso devia pagar pelo crime cometido.
Quando o juiz de Direito Haruo Misuzaki começou a proferir a sentença o réu Mário Catete teve um principio de mal súbito o que gerou uma certa tensão entre os presentes, após o susto o juiz leu a sentença condenando há 17 anos em regime fechado que começou a ser cumprido ontem mesmo (27) quando o réu saiu algemado e escoltado pela PM para a Casa de Detenção local onde o réu se encontra preso desde o mês de abril de 2008. Segundo informações obtidas pela reportagem , os advogados vão entrar com um recurso junto ao Tribunal de Justiça na tentativa de atenuar a pena ou solta-lo, mas enquanto o mérito não é apreciado Mário Catete deverá ficar preso.
Fonte: Alexandre Araujo/O observador
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