Jornalistas vão realizar matéria em escola, são agredidos e ainda acabam detidos pela Polícia
Publicada terça-feira, 13 abril, 2010, 20:07 horas
Membros da imprensa jaruense que apuravam denúncia de assédio moral contra uma funcionária pública após realizarem matéria sobre más condições em uma escola, foram surpreendidos por representantes do Executivo Municipal, foram agredidos e tiveram equipamentos tomados para que não realizasse a cobertura jornalística. Eles foram impedidos de realizar o trabalho, acusados de invasão e denunciados por perturbação do trabalho.
O radialista Robert Muracami, da rádio comunitária Interativa FM, acompanhado do repórter Maxuel Dias dos Santos, o Tiririca, e do cinegrafista Vinicius Campos Lourenço de Souza, do Programa do Santana da TV Cidade, repetidora SBT em Jaru, e ainda do vereador Evaldo Cilistrino (PT), estava realizando matéria na escola municipal Maria de Lourdes, localizada no Setor 07, em Jaru, sobre algumas irregularidades na parte física daquela instituição de ensino.
Eles foram chamados por uma servidora pública que trabalha naquela instituição, a qual declarou que teria sido assediada moralmente pelo diretor da escola, Chelles Rangel da Cruz, após a equipe de reportagem divulgar matéria mostrando as más condições da Maria de Lourdes. Segundo ela, o diretor da escola chamou sua atenção e queria que a mesma assinasse uma advertência, por achar que ela havia feito a denúncia.
Rangel concedia entrevista aos jornalistas sobre o caso, quando o secretário Municipal de Administração, Luís Marcos dos Santos e sua esposa, que não foi identificada no Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia de Polícia Civil de Jaru, se aproximou e, segundo os membros da imprensa, após perder o controle da situação, teria avançado sobre o cinegrafista e abaixado a câmera para que ele não mais realizasse filmagens. A esposa do secretário também teria se descontrolado e agredido o cinegrafista, dando um tapa na câmera. Em seguida Marcos arrancou a câmera das mãos de Vinicius.
A Direção da escola acionou a Polícia Militar, que compareceu na escola e conduziu os envolvidos para a DP. No BOP de n° 4714/10/552, registrado pela PM, Robert e Vinicius aparecem como agentes, acusados de Perturbação do Trabalho. Eles registraram posteriormente denúncia crime contra o diretor da escola por ameaça e contra Luís Marcos e sua esposa por cercear o trabalho da imprensa e utilizarão as imagens do momento que o casal ataca o cinegrafista e toma sua ferramenta de trabalho no processo contra os acusados.
Flávio Afonso/Anoticiamais
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